O futebol deixou de ser um esporte de paz.
O futebol hoje em dia é motivo para briga, pancadaria e até morte.
O ser humano, mas especificadamente, o torcedor está voltando a ser primata, ele mata o seu “inimigo”. Inimigo que ele jamais viu antes, mas que ele aprende a odiar a partir do instante em que sabe que não torce pelo mesmo time do coração que você. Inimigo aquele que muitas das vezes é quem trabalha de segunda a segunda para poder sustentar sua mãe que está doente, sua filha que pode ter algum tipo de problema, ou apenas trabalha para a sua própria sobrevivência.
É sempre assim, dia de clássico, os sangues estão à flor da pele, torcedores rivais sempre se cruzam antes ou depois de uma partida e começa tudo aquilo que todos nós já sabemos. Eles brigam entre eles como selvagens, e a mãe, a esposa desses mesmos brigões estão em casa naquele exato momento rezando para que dessa vez nada aconteça, e que ele possa chegar bem
Quero aproveitar o espaço e dizer, você mata seu pai porque ele torce por um time rival ao seu?!? Você mata seu melhor amigo porque ele torce por um time rival ao seu?!? Você já parou para pensar que hoje você espanca um garoto com a camiseta do Palmeiras, mas amanhã um palmeirense pode espancar seu filho até a morte pelo mesmo motivo no qual há tempos atrás espancou aquele palmeirense?!
O futebol virou motivo para brigas, o que era um programa de família virou um programa de marginais. Eles vão ao estádio com o intuito já de briga. Esses “torcedores” se acham bons porque afinal, estão batendo naquele que o convém, que não ama o mesmo time que você ama.
Sonho para que um dia possamos finalmente ir num clássico e ver um bom jogo, comemorar um vitória ou saber reconhecer o merecimento do adversário.
Não suje a imagem do Poderoso Timão, ame seu clube, mas saiba respeitar a opção do alheio, é só isso que eu peço. Pare para refletir apenas por um momento sobre isso.
“O Corinthians pode ganhar, o Corinthians pode perder, mas acima de qualquer placar, nós, verdadeiros corinthianos estaremos juntos a ele, pois é dele que vivemos, e é com ele que morreremos.”
